2ª EDIÇÃO
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a 23 de Maio de 2010
V Jornadas de Equitação Terapêutica
Paralisia Cerebral
EFEITOS TERAPEUTICOS DA
EQUITAÇÃO
A equitação melhora o equilíbrio
e a coordenação
Exige um empenhamento activo do cavaleiro
É uma experiência sensorial, motora e social dinâmica
Encoraja a autonomia e a tomada de decisão
Promove a auto-disciplina e melhora a auto-imagem
Promove a capacidade de comunicar e a intercomunicação
social
A equitação é em si, uma modalidade desportiva
reconhecida
Melhora a condição física em geral
Ensina capacidades novas
É uma actividade divertida
EQUITAÇÃO TERAPEUTICA NA ESCOLA
EQUESTRE D’AVEIRO
Em 1995 começámos uma experiência
muito interessante com um grupo de alunos da CERCIAV. Na altura,
tudo era a primeira vez e em conjunto fomos crescendo e descobrindo
o muito que se pode fazer por estas crianças. É maravilhoso
e muito gratificante assistir aos progressos de umas sessões
para outras, na conquista de um novo mundo.
Mais tarde juntaram-se a esta iniciativa os alunos
da APPACDM e do CASCI, com os seus métodos próprios,
mas onde todos trabalham para o mesmo fim comum - a evolução
e satisfação de crianças com dificuldades.
O monitor desta escola - José Maya Sêco,
ciente da importância de uma maior especialização,
que não só a sensibilidade e a experiência;
pelo menos uma vez por ano, frequenta curso de formação
para instrutores de equitação para defecientes promovidos
pela FEP (Federação Equestre Portuguesa) e organizados
pela RDA (Riding Disabled Association U.K.) em conjunto com a associação
de equitação para deficientes do Algarve
..."DEFICIENTES APOSTAM NOS CAVALOS NA
BUSCA DA RECUPERAÇÃO"
"Na Hipoterapia o cavalo é utilizado
como recurso terapêutico nos mais diversos tipos de comprometimentos
motores (paralisia cerebral, problemas neurológicos, ortopédicos,
etc.), mentais ( Síndroma de Down) e até sociais (distúrbios
de comportamento, autismo, esquizofrenia, psicoses etc.)
Nos exercícios com o cavalo trabalha-se em
várias frentes. Normalização do tônus
, controle da postura, coordenação de espasmos, propiocepção,
estimulação táctil, autoconfiança, e
auto-estima são algumas destas frentes. O contacto com o
animal também incentiva a reintegração dos
pacientes em actividades desportivas, sociais e de lazer com excelentes
resultados. O movimento rítmico e tridimensional do cavalo,
que ao caminhar desloca-se para frente, para trás, para o
lado, para cima e para baixo, pode ser comparado com a acção
da pele humana ao andar. Ao tentarem equilibrar-se no dorso do cavalo,
os pacientes desenvolvem o próprio equilíbrio e maior
coordenação motora. Os diferentes ritmos do cavalo
são utilizados em cada tipo de deficiência: o passo
mais lento, por exemplo provoca relaxamento e é indicado
nos casos de pacientes com paralisia cerebral espástica;
em crianças com o Síndroma de Down o cavalo deve trotar
ou andar a passo mais acelerado, pois não se aconselha o
relaxamento nesses casos.
O contacto com o cavalo no seu habitat, ao
ar livre e o acompanhamento de seu modo de vida produz excelentes
resultados em crianças que ajudam a escovar, pentear, limpar
e até aparelhar o cavalo, descobrindo assim limites e aceitando
dividir o seu espaço com o animal.
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